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Tenho uma ótima ideia de negócios. Como tiro ela do papel?

São inúmeros os motivos que levam uma pessoa a empreender. Desde a insatisfação no atual emprego, até o desejo genuíno de fazer a diferença, ser dono do próprio negócio e tirar as ideias do papel. Empreender é antes de tudo, identificar e suprir as necessidades de determinado grupo de pessoas.


Passo 1. Identificar e suprir necessidades de determinado grupo de pessoas


Essa iniciativa inteligente e estratégica nunca foi tão evidente quanto está sendo no atual cenário de pandemia. Principalmente porque tem-se exigido dos empresários expertise no trato com o mercado, tecnologia e clientes, os quais cada vez mais têm sofisticado suas escolhas.


Empreender é identificar e suprir as necessidades de determinado grupo de pessoas com algum produto ou serviço inovador. Empreender sozinho é arriscado, pois é necessário ver vários ângulos da necessidade que se pretende suprir, o que só pode ocorrer com visões diferentes do mesmo cenário.


Identifique seu público-alvo, que pode ser determinada profissão, pessoas de um mesmo bairro ou de uma faixa etária específica, ou pessoas que relatam uma dificuldade em comum.


Elabore um questionário (Google Form ou Microsoft Form) com perguntas específicas e com as respostas possíveis já listadas no questionário, para facilitar a análise dos dados depois. Essas perguntas devem estar relacionadas à necessidade que você identificou e sobre como solucioná-la.


Para incentivar as pessoas a responderem seu questionário, você pode sortear algum brinde. Isso pode ajudar as pessoas a se sentirem motivadas a responder as perguntas.

Os dados coletados no formulário te ajudarão a compreender como o grupo de pessoas escolhido vê a necessidade que você identificou, e o que acham da solução que você propôs. Isso pode te dar uma visão clara sobre se sua ideia atende a essas necessidades ou se precisa ser melhorada.


Outras questões importantes também devem ser levadas em conta na hora de empreender. Os passos abaixo são apenas uns dos que entendemos importantes.


Passo 2. Definir o nome de fantasia


Nome de fantasia é o nome que vai na fachada e nos anúncios do seu negócio. É o nome que será amplamente divulgado a depender da sua estratégia de marketing. A escolha do nome de fantasia é muito importante, pois este será a identidade do empreendimento e em alguns casos pode até mesmo atrair clientes e investidores com menor esforço.


O nome escolhido deve estar ligado de alguma forma com o seu negócio e ser apto a transmitir credibilidade no mercado que você pretende atingir.


Nomes curtos devem ter preferência pois são mais fáceis de memorizar. Deve-se evitar mais de um nome e siglas, essas porque não refletem de nenhum modo qualquer negócio, mas sim seus sócios que não devem ser o foco da marca.


Nomes comuns também devem ser evitados pois podem já estar registrados por outro negócio Brasil a fora. Vejamos cases como Google, Nubank e Unibanco. São nomes pequenos, que refletem de alguma forma no negócio da empresa e são fáceis de memorizar.


Passo 3. Registro e proteção da marca


Escolhido o nome de fantasia, você deve procurar um escritório de advocacia que atue em direito da propriedade intelectual (clique aqui para saber mais sobre esse serviço) para que consulte se o nome escolhido está disponível para registro ou se já tem dono.


Essa etapa é muito importante para evitar investir em divulgação de um nome de fantasia correndo o risco de em algum momento ser notificado pelo real proprietário da marca pedindo para que você deixe de usá-la, o que acarretará num desperdício de dinheiro com novos cartões de visita, papel timbrado, fachada, divulgações e demais materiais em que tenha sido utilizada a marca que já tem dono.


O escritório de advocacia irá analisar a marca escolhida e verificar detalhadamente no sistema do órgão responsável pelo registro de marcas no Brasil, se a marca que você escolheu já tem registro.


Várias análises são feitas, desde o desenho escolhido, pois a lei[1] proíbe o uso de alguns símbolos como brasão, armas, medalha, bandeira, emblema, distintivo e monumento oficiais, públicos, nacionais, estrangeiros ou internacionais, bem como a respectiva designação, figura ou imitação, expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso ou ideia e sentimento dignos de respeito e veneração até se a marca não é considerada de alto renome ou notariamente conhecida, como marcas internacionais como Microsoft, Apple, Google e outras.


Verificada a possibilidade de registro da marca o registro deve ser feito o quanto antes, pois a lei determina que se tiverem mais de um pedido de registro para a mesma marca, quem pediu o registro primeiro tem direito de preferência.


O ideal seria que o negócio só começasse a funcionar após terminado o processo de registro da marca, quando o empreendedor já teria o certificado de registro em mãos, o que garantiria a segurança do negócio. Um problema nessa opção é que o processo pode levar de um a dois anos.


No entanto, caso o empreendedor tenha pressa em iniciar o negócio e não possa esperar todo esse processo, você deve perguntar ao escritório de advocacia que contratou para o registro, se é seguro já começar a iniciar o negócio só com o início do pedido de registro da marca. O escritório lhe informará, baseado nas análises feitas, suas chances de obter o registro daquela marca ao final do processo.


Se o escritório te der o “ok” para iniciar empreendimento, você deve então consultar um contador que o ajudará com a parte burocrática do negócio, que vai desde o tipo de empresa que abrirá, se individual ou sociedade, até o regime tributário.


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[1] Lei nº 9.279/96


Dr. James Moreno é advogado tributarista e sócio do escritório Moreno Advocacia Tributária e Empresarial (OAB/PA 1.296)

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